sexta-feira, 6 de março de 2015



Wilma Lessa numa foto publicada no blog da repórter Maria Helena do Nascimento. Junto com a foto Maria Helena publicou um lindo texto falando sobre sua amiga. Vale a pena dar uma olhada. É só clicar AQUI.  Além do texto de Maria Helena, a página do blog apresenta comentários de Alcelina Xavier e Jorge Guerreiro, amigos e admiradores que falam do seu carinho para com a jornalista e poeta, 




terça-feira, 13 de novembro de 2012



PARA CAÍQUE

Te amo tanto
Que te deposito
Além do peito,
Borbulhando nas vísceras
um amor ritualístico
Ver, estar
Comandar.

Interferiu em mim
Destino inexorável
Se numa manhã
(conjunção em gêmeos)
não te encontrasse
lá, à venda
na feira de Prazeres


DESPERDÍCIO

Cansaço,
De segurar as pontas 
De quem põe coisas na boca
Tritura com os dentes
Depois joga fora.

EXTERMÍNIO

Classifica-se de calamidade pública
O óbvio:
Pequenos furtantes
No caldeirão explosivo
Do pelo social que não rola
Habiyuados à rua 
Narinas dilaceradas pela cola
Os mirrados pulmões
Impregnados de canabis sativa
Meninos, adolescentes
Que esfaquearam e incendiararm
Um igual menino adolescente


Aquele amor que nunca passou
Impregna-me
Nesse fim de século
Ao incorporar ao cérebro
A melodia apaixonada
que remete aos amores
que ainda doem.

Aquele mesmo amor
Que me reteve
Perpassa a memória
Na lembrança dolorosa
Do que pode a paixão.

Paixão que não me acomete
Por mais que deseje
Por saber dos ardores
E conhcere o descompasso
Do coração
Saliva abundante
A umedecer
Recônditos lugares



Não quero te amar
Te laçar
Infernizar.
Quero sim
Te fazer delirar 
Perder o juízo
Enlouquecer
Precipitar-se pelos ares
Em devaneios
E aterrzar
Em meu ventre louco
Sedento
Voraz
E me permitir
Te guiar por cavernas, odores
Ventanias
Crinas e relinchos
Como potranca
Ser escrava
Garanhão
Te perfurar a medula
Louca, tesa
E então te deixar para sempre
Inválido,
A meus pés.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012




CRIME E  CASTIGO - Wilma Lessa, na luta pela proteção das mulheres vítimas de violência, acompanhou de perto o caso de Maristela Just, assassinada pelo ex-marido. Ele fugiu e agora, 22 anos depois, a polícia conseguiu prendê-lo. Os fãs de Wilma Lessa, os movimentos de defesa da mulher, e as feministas estão se sentindo mais aliviados. Afinal, foram 22 anos de impunidade, além da situação humilhante de saber  que uma mulher foi vítima de um crime tão bárbaro.

Justiça: antes tarde do que nunca!

Leia a notícia da prisão do criminoso no link abaixo:

http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/grande-recife/noticia/2012/10/29/assassino-de-maristela-just-demorou-22-anos-para-ser-preso-entenda-o-caso-377414.php

quinta-feira, 8 de março de 2012



8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Wilma Lessa sempre é lembrada no dia da mulher. Seus amigos e admiradores sabem o quanto essa data era importante para ela. Um dia que ela fazia questão de lembrar, comemorar, celebrar... Era o dia dela. Sua amiga Suzany fez essa homenagem e postou no Facebook.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Poema de Wilma

Não quero te amar
Te laçar
Infernizar
Quero sim
Te fazer delirar
Perder o juízo
Enlouquecer precipitar-se pelos ares
Em devaneios
E aterrizar
Em meu ventre louco
Sedento
Voraz
E me permitir
Te guiar por cavernas, odores
Ventanias
Crinas e relinchos
Como potranca
Ser escrava
Garanhão

Te perfurar a medula
louca, tesa
E então te deixar para sempre
Inválido
A meus pés
Stupidi. Essa sempre foi uma das músicas favoritas de Wilma Lessa. Lembro dela no seu apartamento na cobertura do Edifício Apolo. Ela preparava um drinque. San Raphael. Colocava o disco da Ornella Vanoni. Bebericava o drinque e cantarolava a canção por cima da voz da cantora.


MARACATU


Meu coração
Rufa como os tambores
Da longíqua casa
Mãe primeira
De todos os seres


Maracatú, nação origem

Idilio lúdico de músculos
Corpos em pelo
Brilhantes,
Vozes
Pandeiros
Pálio protetor
Da boneca calunga
e de todos nós

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Uma década de Wilma Lessa

No último dia 20 de Junho foi comemorado os dez anos de fundação do Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, que dá apoio as mulheres vítimas de violência em Recife, PE. Mais de cinco mil mulheres já foram atendidas pelo Serviço, que fica localizado no Hospital da Restauração.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Vivendo a vida





POEMAS



Hoje minha pele reagiu
A teu cheiro
estes costados largos
o calor intermitente



A história se repete
mas a gosma da boca
saliva grossa
é outra
única
porque tua



E me alimenta
No âmago
Aquela coisa interna
invisível aos olhos
Mas que habita
Cada poro
Centímetro de pele
Cabelos
Arrepios.



Qual vento bravio
Mas que aquece
E acalma









DESCOBERTA


Constatei em pânico
Que intrincheirada
Nas barreiras intelectivas
Sondava-me a paixão.


Hesitei,
Perplexamente não senti
Recuei frente ao óbvio:
E como um heterossomo
Mantive-me ao fundo
Deitada sobre os olhos
Que não vêem
Porque amar dói


Preferi ficar mofando
Da paixão que te guiava
E fazer pirraça
Para não admitir
Estou lhe amando, homem

O filho Caique









PARA CAIQUE



Te amo tanto

Que te deposito

Além do peito

Borbulhando nas vísceras

Um amor ritualístico

Ver, estar

Comandar



Interferiu em mim

Destino inexorável

Se numa manhã

(conjunção de gêmeos)

não te encontrasse

lá, à venda

na Feira de Prazeres



quarta-feira, 30 de março de 2011

Foto e dedicatória










ANOS 70 - Wilma Lessa morava havia pouco tempo em Recife quando um velho amigo lhe fez essa foto. Eles haviam saído do apartamento da jornalista na cobertura do Edificio Apolo 11 e tinham ido dar um passeio no Parque 13 de Maio, ali perto. Wilma Lessa estava fazendo algumas fotos no parque. O amigo pegou a câmera dela e fez esse clique, num momento em que ela estava distraída. Depois, quando viram as fotos, o amigo comentou que ela estava muito séria. Logo ela que era sempre alegre e risonha. Na dedicatória, junto com o beijo de batom que era sua marca registrada, Wilma Lessa escreveu:




Você está me achando muito séria, mas você é que transportou a coisa assim. Sub-consciente? A foto é de sua autoria, por isso... Acho que estou falando como sempre. Toco





Toco. Esse era um apelido que Wilma tinha em São Paulo e que lhe foi dado por Toshi, um japonês com quem ela foi casada.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Querida Wilma





FAMÍLIA LESSA - Na foto lá de cima um close de Wilma Lessa com sua expressão de ternura que fazia tão felizes seus amigos e admiradores. Na foto do meio Wilma e seu adorado filho Caíque. As fotos são de Noemi, irmã de Wilma e tia de Caíque. A foto menor é um flagrante de Wilma Lessa num debate em que falava da situação da mulher.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Aniversário

Caique Lessa, filho de Wilma, com a mulher Josiani, na festinha de aniversário da filha Sofia

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um feixe de nervos expostos


Wilma Lessa tinha uma paixão pela literatura. Gostava de ler. Sua casa estava sempre cheia de livros. Era fã de Juan Rulfo, Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu, Rubem Fonseca. Ela adorava o livro O Cobrador. Por gostar tanto de ler, ela também escrevia. Escrevia contos, peças de teatro e, principalmente, poesias. Abaixo, um poema de Wilma Lessa, escrito numa pequena carta para sua amiga Ezilda.


Olá querida amiga, Ezilda.

Chove no Recife, e na pequena viagem de Olinda para cá pensei em você.Vou anexar alguns poemas, que traduzem meu longo e tenebroso "momento", mas ao menos representa alguma produção. Eles permanecerão, no dia em que a depressão for mais forte do que eu.


Beijos saudosos


Sua assinatura e a marca de batom


SOU UM FEIXE DE NERVOS EXPOSTOS
Coletânea Poética


Hoje minha pele reagiu.
A teu cheiro
estes costados largos
o calor intermitente.
A história se repete
mas a gosma da boca
saliva grossa
é outra
única,
porque tua.
E me alimenta
No âmago
Aquela coisa interna
Invisivel aos olhos
Mas que habita
Cada poro
Centímetro de pele
CabelosArrepios.
Qual vento bravio
Mas que aquece
E acalma.